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Prepare-se para entrar em uma zona...: Enfim...Fim!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Enfim...Fim!

Eu estava aguardando que a parestesia causada pela extração do siso inferior direito, passasse antes de encarar a extração do último deles.

Para quem não sabe, parestesia é a insensibilidade causada por uma lesão no nervo. Para todos os efeitos é como se fosse uma anestesia comum, mas dura mais que algumas horas. Isso ocorre porque em casos de intervenção cirúrgica, o nervo pode ser lesionado (se rompido pode causar a paralisia do local) ou então, devido ao procedimento efetuado, ficar pressionado por um coágulo e isso impede que ele transmita os impulsos nervosos.

A extração do siso anterior durou 2h, a dentista não conseguiu retirar as raízes do dente e precisou usar a broca em quase tudo. E ao que tudo indicava, o último siso não seria diferente.

E a parestesia estava demorando a passar. Como disse a dentista, isso não tem um tempo certo de recuperação, podem ser semanas ou meses. No meu caso estavam sendo longos meses. É uma sensação muito estranha, como se eu ainda estivesse anestesiado. O problema maior era saber se eu estava mastigando comida ou a minha língua, que devido à parestesia, estava insensível na metade direita.

E a minha preocupação era que isso ocorresse do outro lado também. Aí eu ficaria com a boca toda "parestesiada" e não ia saber nem se estava com a boca fechada ou não. E comer então? Seria como viver à base de chuchu, já que nada teria gosto algum, nem saberia se é quente ou frio.

Isso sem contar que eu ficaria falando igual ao Stallone e ninguém ia entender nada do que eu dissesse. Não que alguém entenda agora, mas não era minha intenção ficar falando como se cada parte da minha boca tivesse vontade própria e quisesse fazer coisas diferentes ao mesmo tempo.

Com quase um ano a parestesia ainda perdurava. Liguei para a dentista para saber se algo poderia ser feito para acelerar o processo. Já havia alguma melhora, o lado de fora da boca já havia recuperado a sensibilidade e só restava que a língua retornasse ao seu funcionamento normal. Não está mais totalmente insensível, sinto um formigamento, o que segundo a dentista é um bom sinal. Mas não tem muito o que fazer.

Mas tentei marcar a extração mesmo assim. Afinal, iria terminar essa novela de uma vez por todas. Queria marcar para o final do ano e decidi que final de outubro serial ideal.

Mas a dentista que fez a extração anterior já não trabalha mais na Sorridents, o que me deixou um pouco inseguro. Marcar com outro dentista e na primeira visita já fazer uma cirurgia dessas? Não era bem o tipo de situação que me deixava mais confortável.

Para piorar, marquei a data e alguns dias antes recebo uma ligação da clínica desmarcando a consulta, pois a dentista teve algum tipo de problema e não podeira me atender na data especificada. Depois me ligam novamente dizendo que uma outra dentista poderia me atender.

E no dia seguinte ligam de novo para desmarcar porque essa também teve algum imprevisto. Dada a época do ano, é de se esperar que as pessoas queiram emendar os feriados, aproveitar para esticar um pouco a semana entre Natal e Ano Novo, mas eu não estava marcando na véspera do Natal. Era no final de outubro, o que não fazia muito sentido. Então, deve ter sido realmente uma infeliz coincidência.

Então, decidi que só iria ver isso no ano seguinte. Esperei para ter certeza de que não teria nenhum trabalho para a época do carnaval e foi justamente nessa data que marquei a extração.

Conheci a dentista na hora e isso me deiava mais nervoso que o normal. Não bastasse a fobia de agulhas, ainda tinha a possibilidade de parestesia e eu não sabia quem era a dentista.

Muito simpática, ela também explicou como seria o procedimento, como seria aplicada a anestesia e tudo mais. A diferença é que ela passou um algodão com algo que julguei ser uma espécie de desinfetante no meu rosto e me cobriu com um tipo de lençol com um buraco em que o rosto fica encaixado.

Aquilo estava me deixando ainda mais neurótico porque a abertura era pequena e aquilo ficava caindo sobre meus olhos. Duas tesouradas depois, com a abertura maior e a sensação claustrofóbica eliminada, passamos à etapa seguinte. Anestesia.

Aí não tem jeito, mal consigo respirar até que ela termine as primeiras aplicações. Então o local fica anestesiado e consigo me acalmar, pois já não sinto mais a agulha na boca.

Eu já esperava que a coisa fosse complicada como o anterior, mas aparentemente dessa vez foi mais fácil. Ela cortou o dente ao meio, tirando a coroa e passou a retirar as raízes do dente.

Nessa hora, uma das alavancas que ela estava usando para forçar a raiz, escapou e me acertou um pouco atrás do céu da boca. Na verdade, a raiz se soltou mais fácil do que ela esperava e acabou não conseguindo evitar que me atingisse.

Eu tinha medo que algo assim acontecesse, já que ela precisava forçar o dente lateralmente. Bem, aconteceu. E aí pareceu que não tinha mais nada para acontecer de novidade.

Realmente a coisa foi bem rápida. E vi que dessa vez o dente saiu em 3 pedaços, como era esperado e não em vários cacos como foi o anterior.

Pontos feitos, gaze no lugar e lá fui eu comprar os antibióticos para tomar. A recuperação está indo bem, como desta vez foi preciso menos broca para tirar o dente, não ficou tão dolorido como da outra vez.

Mas ainda à base de sopa e líquidos. Quando invento de comer algo diferente, mesmo partindo em pedaços pequenos e comendo devagar, logo começo a sentir dor no local da extração. Devido à mastigação, creio eu.

Enfim, todos os 4 sisos extraídos. Só falta eu saber se consigo almoçar com uma amiga ainda esta semana. Será que servem sopa lá?


4 Comentários:

Mayara Fioreli disse...

oi Ricardo vc ainda tem parestesia na lingua?

Luiza De Paula Lura disse...

Ricardo eu to com parestesia há mais de dois meses. No seu caso voltou ao normal???

Luiza De Paula Lura disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricardo disse...

Olá Mayara e Luiza, sim, eu ainda tenho parestesia no lado direito da língua. Nesse tempo todo, percebo que o quadro vem melhorando porque no início era como se ainda estivesse anestesiado mesmo. Todo o lado direito do maxilar estava insensível. Hoje, sinto apenas um pequeno formigamento do lado direito da língua, o que é um bom sinal porque o formigamento no local indica recuperação. Mas vejam que a minha postagem original é de 2011.