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Prepare-se para entrar em uma zona...: Janeiro 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Putz! Viajei - Parte 2

Depois de um café reforçado, malas no carro e pé na estrada.

Uberlândia é uma cidade tranquila. Vimos pouco dela enquanto estivemos lá, mas pude notar que é uma cidade muito agradável. Mas Brasília ainda estava longe e portanto nada de ficar passeando à tôa.

Fomos num ritmo bem tranquilo, afinal não tínhamos horário para chegar e estávamos curtindo a viagem. Isso até a minha tia ligar e dizer que estavam todos nos esperando para almoçar. Até aí nenhum problema, a não ser o fato de que ainda faltava mais de 150 Km e eram mais de 11h.

Apertamos um pouco o passo e conferimos um mapinha que nos passaram. Várias referências a partir de uma cidade chamada Luziânia, que é colada com Brasília. Muito simples de seguir ainda mais com imagens via Google Maps do caminho.

Foi fácil chegar e tivemos um belo almoço caseiro. A à tarde só aproveitamos a piscina. Descobri que por lá quase todas as casas tem piscina. É muito quente e seco. à noite ficamos de bobeira, conversando em volta da piscina e quando olhei para o alto para ver se a lua estava lá (ultimamente ando com fixação pela lua) vi uma estrela cadente.

Fazia tempo que não via uma dessas.

No dia seguinte resolvemos dar uma volta por lá. Depois de entender como funciona o Eixo monumental e o Eixão, uma visita aos pontos turísticos de lá parecia uma ótima idéia.

A primeira foi a Torre de TV. É muito louco, acho que é o ponto mais alto de Brasília. Bom, seria melhor ainda se não fosse a minha fobia de altura. Descobri que uma das minhas pimpolhinhas também tem essa particularidade. Enquanto uma ficava sentada na beirada no parapeito (fiquem tranquilos, além do parapeito tem uma grade telada na volta toda fechando tudo) a outra mal andava na plataforma.

-Olha só que legal!!
- Ai! O quê pai?!?
- Olha nesse buraco e dá pra ver o carro lá embaixo!!
- AAAHH! Não quero ver isso!

No chão, que é forrado com chapas de aço, tem vários furos do tamanho de uma moeda de 1 real. Eu também tive vertigens quando olhei, sem querer, por um desses. Mas eu ia perder a chance de atazanar a pequena? Hehehe.

Meu primo foi junto e depois nos levou a um restaurante chamado "Mangai". Pelo nome só podia ser um restaurante japonês ou alguma outra cozinha oriental.

E quando chegamos lá, vi que a coisa mais oriental que havia lá éramos nós. O restaurante é de comida nordestina.
"Putz! Só falta ter só dobradinha!", pensei meio desesperado porque a fome estava apertando.

Mas lá dentro o buffet é enorme. Só o buffet frio já precisa de umas duas visitas para provar tudo, e o buffet quente é duas vezes maior. Fui pegando o que parecia mais gostoso, tinha vários risotos, arroz de carreteiro, carnes diversas, tinha de tudo. Até a dobradinha que, infelizmente, não teve espaço no meu prato para pegar.


sábado, 16 de janeiro de 2010

Putz! Viajei! - Parte 1

No fim do ano é sempre a mesma coisa: no Natal as minhas pequenas estão com a minha ex, que por um acaso, é mãe delas. Como não ligo muito para o Natal, foi fácil entarmos num acordo a respeito do fim de ano, pois ao passo que eu prefiro a virado do ano, ela prefere o Natal.

Então, apesar de comemorar o dia 25 de dezembro com meus pais e alguns parentes que estejam presentes, para mim é mais um almoço em família. Tanto que se precisar trabalhar na véspera ou no dia de Natal, eu acabo não dando muita importância, mas não mexam com o meu ano novo!

Até porque, desde que me separei o primeiro dia do ano tem sido marco para outro importante acontecimento: o começo das minhas férias, quando as minhas filhas ficam comigo o mês todo (a minha ex fica com elas nos finais de semana).

E como sempre fazemos uma viagem. Nos dois anos anteriores fomos ao litoral norte, na praia da Lagoinha. Ficamos em uma pousada muito legal chamada Refúgio Lagoinha (http://www.refugiolagoinha.com.br/). Os quartos são para 4 pessoas (cama de casal e uma beliche) e a diária dá direito a café da manhã. Ah! E tem piscina!

Fica pertinho da praia e é bem tranquila. Muito boa para quem tem crianças pequenas ou para quem quer umlugar muito bonito e calmo para relaxar.

Mas este ano, eu e as pequenas fizemos um acordo. Durante o ano elas ganham muita coisa de todo mundo. Tios, avós, meus primos e primas, etc. Então eu sugeri que ao invés de comprar um monte de coisas pequenas durante o ano, que eu poderia dar um presente melhor no final do ano (o ano novo é quando nós trocamos presentes).

E elas toparam e escolheram um X-Box 360. Por conta disso, eu disse que desta vez não daria para irmos à praia, mas meus pais resolveram ir à Brasília visitar uns primos meus que tiveram bebês à pouco tempo. E quiseram ir de carro, então eu fui para dividir a estrada com meu pai.

A viagem é bem tranquila. Em alguns pontos a estrada não é tão boa, mas nada absurdo. Alguns trechos de estrada com ondulações, ou poucos buracos. E é uma estrada reta, quase sem curvas. Nem dá muita graça dirigir desse jeito.

O carro é automático e meu pai sugeriu: "Liga o piloto autmático. Aí ele mantém a velocidade e você não precisa ficar acelerando". "Ué? Mas aí eu não faço nada!", respondi para justificar o não uso do piloto automático.

São umas 12 ou 13h de viagem se for direto, mas resolvemos dormir em Uberlândia e continuar no dia seguinte. Lá tive um problemão. Chegamos ao hotel bem cedo ainda, eram umas 16h (a previsão era chegarmos umas 18h). No saguão, do hotel negociamos os quartos e na hora de fechar a atendente me diz: "Ok. Vou precisar do CPF do senhor para efeutar o pagamento pelo cartão e RG de todos".

"Todos?" pensei. Na hora bateu um frio na espinha. A minha ex enviou os RGs, mas eu tinha esquecido de pegá-los. Ficaram em uma mochila que não foi preciso levar. COmo raramente eu preciso usar os documentos delas, passou batido.

E agora? A atendente sugere: "Não tem ninguém que possa enviar por e-mail?" mas naquele horário não tinha e no desespero também não conseguia lembrar se os documentos realmente estavam lá, na mochila que ficou em casa.

Nota: Agora já providenciei um porta cartões que é grande o suficiente para carregar todos os documentos delas.

A solução foi procurar outro hotel. Encontramos um que era mais simples, mas que não fez a exigência dos documentos. Depois fiquei pensando que isso deveria ser padrão. No nosso caso não tinha nada a ver, mas e se estivéssemos sequestrando as crianças ou algo assim?

Bom, o hotel não era o melhor, mas não foi ruim. Ficamos no Sanare Hotel (34 3234-4600). O quarto ficou meio apertado para todos nós, deveríamos ter pedido dois quartos. Mas como era apenas para dormir, achamos que não seria problema nos espremermos um pouco. É confortável, tem acesso à internet liberada e o atendimento é muito bom. Só achei que a comida poderia ser um pouco melhor. Pedi um filé de frango grelhado que ficou meio ressecado. Mas a pizza que as meninas pediram estava bem gostosa.

No dia seguinte, o café da manhã não tinha uma mesa muito grande, mas era bem farta e variada. Café, leite, suco, gelatina, frutas, dois tipos de pães mais um pãozinho doce, frios, e um palitinho de pão bem crocante e levemente picante.

(continua)