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Prepare-se para entrar em uma zona...: Dezembro 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Fim de ano, fim de curso, fim... Do mundo?

2010 está chegando e para que isso aconteça, obviamente 2009 está acabando. Eu normalmente fico pensativo nesta época do ano, é um período ruim porque eu começo a colocar na balança tudo que deu errado, tudo que poderia ter acontecido, tudo que deixei de fazer, enfim, todas as falhas que eu consiga me lembrar.

Na verdade me lembro de tudo, porque isso acontece naturalmente, aos poucos, quando chego a meados de novembro. Parece o inferno astral que tantos falam por aí, mas isso deveria acabar no dia do meu aniversário, que a esta altura do campeonato, já passou.

Talvez para mim o processo seja diferente e o dia do meu aniversário dispara um gatilho na minha mente que começa a reprocessas todos os gaps da minha existência (sim, às vezes vem coisas de tão longe que nem sei se os envolvidos ainda estão vivos).

E ultimamente tenho muitos. Projetos pessoais que não dão certo, apesar da idéia ser boa. O meu trabalho que parece estagnado e no meio de areia movediça, quanto mais me mexo mais afundado fico. Não consigo juntar a quantia que preciso para dar entrada em uma casa, em parte devido ao investimento na boa idéia que citei antes, que está demorando mais do que esperava para começar a andar. Nessas horas gostaria de ter uma namorada, ou esposa, que fosse realmente companheira e com quem pudesse dividir estas dúvidas e anseios.

A minha ex nunca conseguiu realizar esta parte.

E falando nela, é a última coisa da lista. Ela nem é má. Continua dando suas "bolas fora", mas não cria caso, não força a barra e até colabora. Mas ex é ex.

E ter uma namorada parece tão fora de propósito que chego a me questionar (especialmente nesta época do ano) se deveria mesmo procurar uma. Imaginem só. Vou condenar uma mulher a ficar com um cara que já tem filhos e uma ex-mulher. Eu sou um cara que coloca os filhos em primeiro lugar, logo os fins de semana são para eles.

Eu poderia oferecer o quê a ela? As noites da semana? Até terminar a pós, só tenho terças e quintas. Alguns fins de semana esporádicos quando os filhotes não estão comigo. Mas se eles gritarem, largo o que estiver fazendo e vou lá.

Não tenho a menor intenção de impor tal condição a ninguém. E se eu acho uma louca que queria, não sei nem o que faria, porque ela teria que gostar muito de mim para se sujeitar a isso. Acho que nesse caso o sentimento de culpa seria incluído na listinha acima.

A pós, apesar de um pouco desgastante, afinal fazem alguns meses que tenho ido dormir às 2h da manhã por causa dela. Mas tem a sua compensação porque encontrei pessoas muito dedicadas e com um enorme conhecimento sobre muitas coisas, o que garante papos divertidíssimos e ao mesmo tempo com conteúdo aproveitável. Mesmo em uma mesa de bar! Incrível, não?

E tenho sido, exageradamente, reconhecido por algumas pequenas coisas que fiz. São meus amigos e deve ser por isso que acabam dando um valor muito maior às coisas, mas é sempre bom ser reconhecido, saber que está ajudando e que tudo aquilo que você sabe, presta para algo.

Mas está no fim. Apesar do pouco tempo, me habituei a conviver com eles. E agora fica aquela sensação de que estou de novo, sozinho.

Vai ver sempre estive. Eles continuarão sendo meus amigos, espero que consigamos nos ver mesmo que eventualmente. Os meus amigos da faculdade continuam presentes, apesar de não nos reunirmos com a frequencia que gostaríamos. Mas temos o nosso "Encontro Anual a Cada Dois Anos e Meio", sempre realizado com diferentes intervalos de tempo! Imperdível, pois são pessoas maravilhosas. E espero que o pessoal da pós siga o mesmo caminho (quem sabe com intervalos menores?).

Daí temos o fim do ano. Natal eu passo sem a minha prole e apesar de estar com outras pessoas queridas, para mim é uma comemoração meio vazia, sem sentido. Ano novo é melhor. Estou com eles e normalmente consigo tirar as férias nesse período, e aproveitamos para ficar mais tempo juntos.

E aí começa tudo de novo. A minha bola de neve de pendências continua a rolar montanha abaixo e vai ficando maior, como nos desenhos do Pica-Pau.

Sei lá. Parece o fim do mundo. Que nada vai se resolver, que quando as coisas começam a dar certo acontece uma reviravolta e tudo dá errado. É só para ter aquela pontinha de esperança.

E olha que nem é 2012 ainda.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Confie na sua intuição

Na terça-feira acordei com um pressentimento. Não devia sair de casa. É aquela intuição te dizendo para ficar na cama mais um pouco e depois ligar para o escritório dizendo que não pode ir.

E antes que me perguntem, já respondo que não, "preguiça" não mudou de nome. Aliás, foi justamente pensando nisso que levantei e comecei minha rotina diária: achar o chinelo que deveria estar no pé da cama, escovar os dentes, lavar o rosto, acordar (até este ponto eu ainda estou no modo "zumbi"), trocar de roupa, passar gel no cabelo e tomar café. Ah! E dar comida aos peixes.

Normalmente a preguiça some depois de lavar o rosto. Mas nesse dia, com aquele barulhinho de chuva lá fora, eu continuava pensando em voltar para a cama, de gravata e tudo. Mas o horário gritava e eu segui em frente.

Na saída minha mãe me fala: "Choveu a noite toda, deve ter lugar que alagou!".
Eu saí mesmo assim, porque a chuva nem estava tão forte. O começo do caminho foi normal. Eu pego uma rua bastante isolada que acabe em um cruzamento. Como a nossa Companhia de Engarrafamento de Tráfego é mais criativa que a dos outros, esse cruzamento está mais para filhote-de-cruz-credo-com-dor-de-barriga, porque seguindo à esquerda nesse cruzamento tem um farol, a uns 10m de distância.

E eu vou justamente para esse lado. O problema é que o motorista brasileiro, de uma forma geral, é absurdamente barbeiro. Isso é resultado da falta de educação deste país, afinal, se você não respeita nem o farol vermelho, que é tão simples, quem dirá coisas mais sérias? Um bom exemplo são as vagas para deficientes. Eu nunca vi tanto deficiente físico dirigindo. Ou será que são acéfalos? Bom isso é outro papo.

Voltando à vaca fria, quando há trânsito esse cruzamento fica impossível, porque o pessoal fura o farol vermelho, é obrigado a parar 10 depois e tira o espaço de quem vai virar à esquerda, ou seja, eu!
É difícil ter tanto trânsito que chegue a esse ponto, mas às vezes acontece. Aconteceu na terça. Mas segui em frente.

Foi bem por mais uns dois quilômetros, daí resolveu parar num ponto meio incomum. Achei que fosse algum mané que para em local proibido para ir papear na banca de jornal (coisa seríssima) ou algum caminhão fazendo aqueles malabarismos para entrar em uma construção por onde até um fusca teria dificuldade.

Mas que nada! Tudo parado. Quando tive uma visão um pouco melhor (depois de uns 40 minutos consegui andar uns 100m) vi que 2012 estava mais próximo do que eu pensava.

Pensei num caminho alternativo, virei à direita e beleza, estava caminhando de novo. Uma, duas, três quebradas depois, tudo lotado de novo, mas parecia que andava então fui em frente.

Beleza! Meio cheio, indo devagar mas indo. Aí entrei de novo no meu caminho habitual e... parou. De vez porque em mais de meia hora eu só via a fila do lado andando e isso porque todos estavam usando um retorno logo ali. Mais 20 minutos e nada. Aí me juntei aos que retornavam. Pelo menos para esse lado estava tudo andando.

Voltei para casa para procurar um outro caminho e descobri que todas, simplesmente TODAS as pontes estavam com alagamento e portanto, instransitáveis. Vendo o mapa e o rio dando a volta eu pensei: "talvez se eu for para Mairiporã, depois pegar a Fernão Dias e voltar...Ah, tá!"

Liguei para o escritório e avisei que não tinha como passar. Eu estava "ilhado". E o pior é que eu estava ilhado para o lado de fora!

Bem que dizem por aí: Confie na sua intuição. Ela sempre está certa.