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Prepare-se para entrar em uma zona...: Novembro 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quem casa, quer casa. E quem separa??

A pior coisa que pode acontecer quando você se separa é ter que voltar para a casa dos seus pais. Muita gente não liga de morar com os pais a vida toda, mas quando eu me casei, aos 25 anos de idade, já achava que ali não era o meu lugar.

Tinha vontade de ter o meu espaço, a minha casa, do meu jeito. Aí, casei!

Mas não foi do jeito que eu imaginava. A casa era dela, já estava toda montada. Mais uma vez fui me ajustando a um espaço que não era meu. Lá a coisa era de um radicalismo imutável impressionante. "Olha, aqui é a sua casa também. Pode arrumar para ficar do seu jeito também", dizia ela. Mas na real, se eu mudasse um bibelô de lugar, ele imediatamente voltava ao local original, como num passe de mágica!

E os pequenos obejtos que eu levei, então? Esses magicamente sumiam da estante, ou mesmo da minha mesa, e surgiam dentro de caixas, bem escondidinhas na garagem. Assustador, não? Deviam ser os "espíritos zombeteiros"!

Aí ela se separou de mim, me expulsou da casa que sustentei sozinho pelos últimos 5 ou 6 anos (sim, antes ela também trabalhava) e tive que procurar às pressas um lugar para ficar. Quando eu digo às pressas, eu quero dizer da noite para o dia, literalmente. Foi o prazo que a minha "adorável" ex-mulher me deu para eu sair de lá.

Aí fui buscar um apoio ou alguma orientação com meus pais. De qualquer forma precisaria de um fiador para alugar uma casa ou apê. E eles me sugeriram que em vez disso, eu ficasse por lá (tinha um quarto vago) e fosse juntando essa grana para comprar a minha casa mais tarde.

Na hora pareceu uma boa idéia. Era a minha família, era um lugar bom para morar (totalmente diferente de onde estava saindo), eu poderia juntar uma boa quantia por mês. Mas eu, de verdade, nunca me senti confortável com essa situação.

Já tinha saído da casa dos meus pais e voltar para lá parecia ser um passo para trás.

E foi mesmo. Devia ter ficado uns meses até arrumar um canto qualquer para mim. Agora tenho que sair correndo atrás de um lugar para ficar.

É, as coisas nunca estão tão ruins que não possam piorar!


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Bateria não incluída (Final)

Depois de acertar o horário em que o técnico da seguradora me retornaria, fui ao escritório e comecei a procurar por algum lugar onde pudesse comprar uma bateria.

E é claro que usei o GOOGLE para isso.

Apareceram diversas opções e anotei algumas. Liguei para a primeira e uma moça atendeu. Perguntou o modelo e ano do meu carro e disse que passaria para o vendedor, que poderia me passar as informações técnicas a respeito da bateria.

Atende um senhor que prontamente confirma os dados do veículo e logo sugere uma boa marca de bateria a um bom preço.
"Mas é que eu vou vender o carro e não queria colocar uma bateria tão cara"
"Vai vender já ou ainda vai aguardar alguns meses?"
Estranhei um pouco a pergunta, mas respondi "Bom, pretendo colocar já à venda, mas não sei quanto tempo leva"
"Ah, Parati vende rápido. Olha eu te sugiro colocar uma bateria semi-nova e nós damos 3 meses de garantia"
"Hmmm. Não,não. Prefiro colocar uma nova, mas não tão cara."
Então ele me ofereceu uma outra bateria, nova, e por um preço muito bom.

"Só que eu estou na Vila Olímpia" (detalhe: Eles estão no Sacomã)
"Sem problema" respondeu ele, "R$10,00 de motoboy e ele mesmo instala. Vamos fechar?"

Mas eu quis ligar para outros lugares, já que perto do escritório tem várias lojas semelhantes.

"Tudo bem" disse o vendedor, "mas vamos fazer um acordo? Cote com quantos você quiser, mas antes de fechar me ligue. Eu cubro qualquer oferta!"

Nessa hora eu quase fechei com esse cara, mas eu sou teimoso e não podia acreditar que uma loja do lado do escritório teria um preço maior do que alguém que está a uns 12Km de distância.

Liguei para uma, a umas 3 ou 4 quadras do escritório. A mesma bateria era quase R$100,00 mais cara e o motoboy R$20,00.

A outra não entregava.

Desisti e liguei de novo para o cara lá do Sacomã.
Muito cordial, ele conferiu os dados do pedido, valores combinados e perguntou a que horas eu sairia.
"Bom, pretendo sair às 17h, mas se você chegar aqui com a bateria depois disso, saio mais tarde" disse em tom de brincadeira.
Ele riu e afirmou, "não se preocupe. Se você precisa sair às 17h, vai sair às 17h. Olha por volta das 16h meu mecânico está chegando aí."

Legal. Dá tempo de sacar o dinheiro. Mas eu já esperava que o cara chegasse em cima da hora, já estava desencanando de sair no horário.

Voltei do almoço com o dinheiro e fui trabalhar. Me ligou o técnico da seguradora a quem eu agradecei a gentileza e dispensei, já que a bateria seria entregue e instalada.

Nem vi a hora passar e eis que recebo uma ligação desse vendedor dizendo que o mecânico já estava lá no estacionamento me esperando. Olhei no relógio e eram 16h em ponto.

O mecânico abre a mala da moto, tira a bateria, um pacote de ferramentas e lá vamos nós. O parafuso que prende a bateria da Parati fica por baixo da bandeja e mal tem espaço para colocar a mão. A chave dá 1/4 de volta a cada vez e o cara numa boa trabalhando e conversando comigo.

Explicou uma série de problemas que podem acontecer com alternador e bateria e logo trocou a velha pela nova. Foi buscar um aparelho na moto. Fez questão de testar se o alternador estava realmente funcionando. Liguei o motor e ele me mostrou o ponteiro marcando em "bom". "Viu? O alternador tá certinho. Era só bateria mesmo. Pode ficar tranquilo".

Agradeci e olhei no relógio. 16:45h. Tempo exato para eu buscar a minha pasta no escritório e sair.

Esse dia foi incrível e o título deste post (e do anterior), diz respeito à falha do carro. Mas o ponto central desta história foram os dois atendimentos que tive.

Primeiro da Marítima, com atendimento muito rápido.
Depois da Baterias Santa Tereza (www.bateriassantatereza.com.br), dois serviços que faço questão de citar aqui. Já que ultimamente só ouço reclamações de todo o tipo de serviço, acho legal indicar dois que foram simplesmente fantásticos!