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Prepare-se para entrar em uma zona...: Empregadas. Uma mão na roda (ou duas na cabeça)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Empregadas. Uma mão na roda (ou duas na cabeça)

Uma das coisas que um casal atual não vai escapar é de ter uma empregada. Diarista, semanista, mensalista, sei-lá-o-quê-ista.

Não importa quantas vezes ela vá à sua casa, a intenção é sempre a mesma e os efeitos colaterais também. Você quer que ela limpe a casa, algumas lavam a louça e as roupas, por vezes também passam as roupas.

Chegam até a passar as roupas que não deveriam, mas isso é outra história.

Longe de mim reclamar das empregadas, até porque quando achamos uma em que podemos confiar, que faz o serviço direitinho e que no final, você paga e acha que ela merece mais, é como achar uma agulha num palheiro.

Elas são realmente uma mão na roda. Mas é engraçado ver que o relacionamento dos casais com as empregadas é algo muito peculiar.

Quando eu estava casado, tivemos algumas diaristas em casa. Uma levava o filho (aproveitava que nós saíamos antes dela chegar e quando voltávamos ela já tinha saído), dava o que tinha na geladeira para o menino, banho e se bobear ainda lavava a roupa do moleque lá.

Levar a criança vez ou outra, ou se deixasse explícito que precisava lever o menino junto, não tem problema, mas com certeza deixaríamos muito claro o que pode e o que NÃO podem fazer.

A outra, fumava em casa, coisa que eu abomino e não deixava sequer minha cunhada fazer isso, quem dirá a empregada.

Depois de muita dor de cabeça veio uma moça que, quando nós separávamos o dinheiro dela, eu dizia à minha, então, esposa:" Não dá para pagar um pouco mais?"

Isso porque ela chegava, fazia todo o trabalho da casa, era ainda mais econômica que nós mesmos no uso dos produtos de limpeza. Acho que não parava nem para almoçar. E ficava pelo menos duas horas esperando minha ex-mulher (na época minha esposa) chegar para dizer a ela que poderia ir embora.

Claro que logo deixamos ela ir para casa assim que terminasse o serviço. Ela é de tanta confiança que a mãe da minha ex a contratou para trabalhar na empresa dela (e ficamos sem a empregada. Sogra é sogra...), mas ficamos felizes pois agora ela tinha carteira assinada, um salário melhor do que podíamos pagar e benfícios.

É de se esperar que com uma pessoa assim não seja necessário nenhum perrengue. Mas com as outras não foi bem assim.

E todas as vezes que eu via algo que não deveria ser daquele jeito dizia à minha ex (a então... Ah! Vocês já sabem que na época ela era minha esposa!): "Você fala com ela ou quer que eu fale?".

Ela sempre preferia falar porque se eu falasse as chances dela não voltar no dia seguinte eram enormes. E sempre achei que era eu que tinha muito pouca paciência com elas.

Mas hoje, vendo meus amigos que se casaram faz alguns anos, essa situação é bem engraçada. As esposas relatam as mesmas situações e o jogo de cintura que elas precisam ter para conciliar as duas partes.

E os problemas também são os mesmos: tira do lugar para limpar e devolve os objetos (sejam eles quais forem) de forma randômica pela casa. Controle remoto da tevê da sala? Óbvio! Na terceira gaveta da escrivaninha que fica no escritório, no andar superior.

Vejo essas situações com certa graça, já que eu não sou o único a passar por isso. Agora o problema vai ser quando eu tiver a minha casa. Como faço? Sem mulher para negociar a situação? Chamo a minha mãe?? Ora, faça-me o favor...


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