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Prepare-se para entrar em uma zona...: Setembro 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Big Bang Theory

Eu sempre gostei muito de seriados de tv. Assitia vários quando moleque, Águia de Fogo (uma brilhante tradução tupiniquim de "Airwolf"), Magnun, Esquadrão Classe A, Supermáquina (outra brilhante tradução de "Knight Rider") entre outros.

Ainda hoje eu assisto o que posso, já que não tenho mais tanto tempo disponível como tinha antes (e eu que achava que ir à escola era trabalho demais). Gosto muito de The Mentalist, Eleventh Hour, Two And a Half Man, CSI e The Big bang Theory.

Felizmente demitiram o cara que traduzia os títulos dos seriados e mantiveram os originais em Inglês. Fazendo um rápido adendo, como será que ficariam esses títulos traduzidos? Isso merece um outro post!

Bom, voltando à vaca fria, dos poucos seriados que gosto e consigo assistir atualmente, um que não botava a menor fé era justamente The Big Bang Theory. Me parecia uma espécie de "A Revolta dos Nerds - a série". Mas me enganei completamente.

O seriado consegue mostrar o lado geek e nerd de ser na sua potência máxima e de uma forma que você até consegue se identificar com os personagens.

Para falar a verdade, foi exatamente por isso que acabei me tornando um fã da série. Não que eu seja um gênio como os protagonistas, longe disso. Estou bem mais próximo do Q.I. da vizinha loira.

Mas são os detalhes pessoais que me chamaram a atenção. Eles são fãs de sci-fi e, obviamente, do maior expoente que é Star Trek. Usam camisetas com símbolos de super-heróis e adoram vídeo-games.

E não pegam ninguém.

Taí uma característica com a qual eu não gostaria de ter me identificado, mas já que a carapuça serviu...

O que me serve de consolo é que se até mesmo o Leonard, que é um dos nerds protagonistas da série, consegue se arrumar de um jeito ou de outro, então há esperança.

Voltando à série, é preciso dizer que este seriado é mais engraçado por aqueles que também tem uma veia geek saltada. Só assim para entender a piada de "papel, pedra, tesoura, lagarto, Spock".

Agora falta eu descobrir como faço para encontrar uma vizinha como aquela. Tá difícil. Parece que todas as boas moças já estão comprometidas.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Escolhi o filme errado

Na tradição japonesa o número 4 é um número de azar. Os japoneses são tão supersticiosos que nos edifícios os andares pulam de 3 para 5. Já escutei que isso se deve ao fato de que uma das formas de pronunciar o 4 em japonês é "Shi" ou "Shin" que é muito parecido com "Shinda" que significa "morreu".

Sei lá se isso é verdade, mas o fato é que o número 4 é execrado pelos japoneses. Bom, eu nunca acreditei nisso, então para mim tanto faz. Mas o fato é que um dia específico da minha vida recente, foi no mínimo angustiante.

E por um acaso, caiu numa quarta-feira.

Eu não acredito nessas balelas supersticiosas, gato preto, espelho quebrado, ou número quatro. Mas é bom ter algo que lhe traga algo de bom. Pode ser qualquer coisa, de preferência randômica, que quando acontece te deixa feliz, mesmo que por um breve momento.

Por exemplo, toda vez que eu encontro um Mustang na rua, ou em uma loja eu considero isso bom, já que adoro Mustangs. Mas tem uma coisa que eu escolhi para que fosse algo como um "biscoito da sorte" diário. Eu ouço sempre a mesma rádio, hoje só me sobra a Kiss FM que é a única em que não corro o risco de escutar alguma tranqueira musical.

Então, toda vez que uma música do Clapton toca, eu considero um sinal de que algo bom vai acontecer. Isso porque não é sempre que eles tocam as músicas dele.

Nessa fatídica quarta-feira, o dia começou bem. Eu estava preocupado com uma apresentação que teria que fazer à noite, porque não consegui dar a devida atenção ao tema. Assim que entrei no carro e liguei o rádio estava tocando "I can´t Stand it", já quase no fim, mas não importa. Bom sinal!

Beleza. Fui ao escritório e aí o dia começou a ficar ruim. Aconteceu de tudo, fornecedor que não aparece, boleto com vencimento para dois dias e nota que não chega...

Ah, isso sem contar que no final de semana anterior tivemos um pequeno desentendimento com um integrante do grupo da Pós graduação. Nada sério, mas assunto chato de resolver.

E provavelmente seria resolvido nessa mesma quarta.

Putz! Era só o que faltava. Que quarta-feira de cão-que-caiu-da-mudança-em-dia-de-chuva-de-granizo-no-dia-mais-frio-do-inverno-russo (bom aí acho que estaria nevando, mas é só para tentar exprimir o belíssimo dia que estava sendo até então).

Mandei um e-mail para uma amiga, numa tentativa quase desesperada que algo bom acontecesse naquele dia. Porque do jeito que estava indo, a minha apresentação seria patética, o pequeno desentendimento se tornaria um verdadeiro embate entre os integrantes e a minha ex-mulher resolveria ligar para "conversar".

Não escrevi nada de mais, mas gosto muito de receber as mensagens dela, então se acontecesse ainda na quarta, seria algo bom e amenizaria bastante esse dia tão empolgante (ou seria "empalante"?).

Chegou a hora de ir à pós. Por masi incrível que pareça, nem peguei trânsito e cheguei super cedo. Aproveitei para estudar a apresentação.

Na hora que começaram a ordem foi aleatória, e como alguns grupos ficariam para a próxima aula, eu não fiz questão de ser o primeiro e agradeço ao meu grupo que me apoiou nessa decisão.

Ficaram um pouco desapontados porque queriam apresentar no dia, mas eu achava que faria melhor na aula seguinte.

Aí, quando a segunda apresentação do dia estava para terminar... PAAAAAM! E tela azul do windows.

E não teve ninguém que encontrasse o defeito e conseguisse fazer o computador funcionar de novo. Todas as apresentações postergadas até a próxima aula. Nem acreditei!

Cheguei em casa, e lá estava o e-mail da minha amiga. Curtinho, simples, mas com a boa energia que eu precisava.

Legal. Vou jantar e ver um filme. Tinha duas opções: Jackie Chan e Clint Eastwood.

Jackie Chan sempre é legal, divertido, com alguma mensagem positiva, o esterótipo do "bom moço".

Eastwood, é mais dramático. Esse filme particularmente tem uma sinopse séria. É o Torino, e quero muito ver esse filme. Mas achei que o Jackie Chan seria uma escolha mais light.

O filme se chama "Massacre no bairro Chinês". Um título incomum para os filmes do Jackie, mas vamos lá.

Cara. Que escolha errada! O filme tem só uma única cena engraçada. Depois começam as desgraças. Uma atrás da outra. Descobri depois que esse filme foi proibido na China, por causa das cenas violentas.

E para um filme do Jackie Chan, é bem pesado mesmo. Fala sobre os imigrantes ilegais chineses no Japão. Como se viram para viver, os empregos que ninguém quer fazer, os roubos e brigas de gangues.

Não era bem isso que eu estava procurando. Mas enfim...

Escolhi o filme errado.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Empregadas. Uma mão na roda (ou duas na cabeça)

Uma das coisas que um casal atual não vai escapar é de ter uma empregada. Diarista, semanista, mensalista, sei-lá-o-quê-ista.

Não importa quantas vezes ela vá à sua casa, a intenção é sempre a mesma e os efeitos colaterais também. Você quer que ela limpe a casa, algumas lavam a louça e as roupas, por vezes também passam as roupas.

Chegam até a passar as roupas que não deveriam, mas isso é outra história.

Longe de mim reclamar das empregadas, até porque quando achamos uma em que podemos confiar, que faz o serviço direitinho e que no final, você paga e acha que ela merece mais, é como achar uma agulha num palheiro.

Elas são realmente uma mão na roda. Mas é engraçado ver que o relacionamento dos casais com as empregadas é algo muito peculiar.

Quando eu estava casado, tivemos algumas diaristas em casa. Uma levava o filho (aproveitava que nós saíamos antes dela chegar e quando voltávamos ela já tinha saído), dava o que tinha na geladeira para o menino, banho e se bobear ainda lavava a roupa do moleque lá.

Levar a criança vez ou outra, ou se deixasse explícito que precisava lever o menino junto, não tem problema, mas com certeza deixaríamos muito claro o que pode e o que NÃO podem fazer.

A outra, fumava em casa, coisa que eu abomino e não deixava sequer minha cunhada fazer isso, quem dirá a empregada.

Depois de muita dor de cabeça veio uma moça que, quando nós separávamos o dinheiro dela, eu dizia à minha, então, esposa:" Não dá para pagar um pouco mais?"

Isso porque ela chegava, fazia todo o trabalho da casa, era ainda mais econômica que nós mesmos no uso dos produtos de limpeza. Acho que não parava nem para almoçar. E ficava pelo menos duas horas esperando minha ex-mulher (na época minha esposa) chegar para dizer a ela que poderia ir embora.

Claro que logo deixamos ela ir para casa assim que terminasse o serviço. Ela é de tanta confiança que a mãe da minha ex a contratou para trabalhar na empresa dela (e ficamos sem a empregada. Sogra é sogra...), mas ficamos felizes pois agora ela tinha carteira assinada, um salário melhor do que podíamos pagar e benfícios.

É de se esperar que com uma pessoa assim não seja necessário nenhum perrengue. Mas com as outras não foi bem assim.

E todas as vezes que eu via algo que não deveria ser daquele jeito dizia à minha ex (a então... Ah! Vocês já sabem que na época ela era minha esposa!): "Você fala com ela ou quer que eu fale?".

Ela sempre preferia falar porque se eu falasse as chances dela não voltar no dia seguinte eram enormes. E sempre achei que era eu que tinha muito pouca paciência com elas.

Mas hoje, vendo meus amigos que se casaram faz alguns anos, essa situação é bem engraçada. As esposas relatam as mesmas situações e o jogo de cintura que elas precisam ter para conciliar as duas partes.

E os problemas também são os mesmos: tira do lugar para limpar e devolve os objetos (sejam eles quais forem) de forma randômica pela casa. Controle remoto da tevê da sala? Óbvio! Na terceira gaveta da escrivaninha que fica no escritório, no andar superior.

Vejo essas situações com certa graça, já que eu não sou o único a passar por isso. Agora o problema vai ser quando eu tiver a minha casa. Como faço? Sem mulher para negociar a situação? Chamo a minha mãe?? Ora, faça-me o favor...


sábado, 5 de setembro de 2009

Macarons - P.S.

Alguns dias depois, voltei ao shopping pois continuava intrigado com o fato de ter perdido a loja.

Voltei ao mesmo corredor e lá estava tudo do mesmo jeito, inclusive a loja em reforma. Mas ao sair dele, percebi que após um breve intervalo, havia outra entrada.

São dois corredores, não interligados, e nesse segundo segmento estava a tão procurada loja. Gravei bem o nome e fiz questão de comprar um doce qualquer lá, para ter algo como nome dela.

Pastisserie Dulce France.

Ah, claro! Comprei alguns chocolates, deliciosos. Os macarons estou reservando a uma amiga, afinal depois de tudo, ela merece, não?


Macarons - Epílogo

Desconsolado e com a minha amiga gentilmente aceitando o fato como se fosse algo normal e corriqueiro (afinal, todos os dias alguém perde uma loja de 15 metros quadrados por aí), busquei rapidamente alguma opção para que a noite não fechasse num total desastre, no melhor estilo pastelão.

Lembrei de uma sorveteria muito boa, a Fredíssimo, que ficava ali perto e, inclusive, passamos umas 15 ou 16 vezes na frente dela.

"Que tal substituirmos os macarons por um sorvete? Ali tem uma loja Fredíssimo"
"Ah, que legal! Essa não conheço."

Escolhemos dois sabores cada um. Escolher só dois naquele mundo de opções é realmente um martírio. Tarefa concluída e nos sentamos em uma das mesinhas que eles dispõe. Muito bacanas, inclusive com um vasinho com uma flor enfeitando-a.

Ali terminamos a noite, conversando, rindo e, no meu caso, esperando que aquelas horas não terminassem nunca.

Apesar de tudo foi divertido. Uma pena mesmo que, com essa mulher, não tenha a menor possibilidade de irmos além da amizade.