=

Prepare-se para entrar em uma zona...: 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Fim de ano, fim de curso, fim... Do mundo?

2010 está chegando e para que isso aconteça, obviamente 2009 está acabando. Eu normalmente fico pensativo nesta época do ano, é um período ruim porque eu começo a colocar na balança tudo que deu errado, tudo que poderia ter acontecido, tudo que deixei de fazer, enfim, todas as falhas que eu consiga me lembrar.

Na verdade me lembro de tudo, porque isso acontece naturalmente, aos poucos, quando chego a meados de novembro. Parece o inferno astral que tantos falam por aí, mas isso deveria acabar no dia do meu aniversário, que a esta altura do campeonato, já passou.

Talvez para mim o processo seja diferente e o dia do meu aniversário dispara um gatilho na minha mente que começa a reprocessas todos os gaps da minha existência (sim, às vezes vem coisas de tão longe que nem sei se os envolvidos ainda estão vivos).

E ultimamente tenho muitos. Projetos pessoais que não dão certo, apesar da idéia ser boa. O meu trabalho que parece estagnado e no meio de areia movediça, quanto mais me mexo mais afundado fico. Não consigo juntar a quantia que preciso para dar entrada em uma casa, em parte devido ao investimento na boa idéia que citei antes, que está demorando mais do que esperava para começar a andar. Nessas horas gostaria de ter uma namorada, ou esposa, que fosse realmente companheira e com quem pudesse dividir estas dúvidas e anseios.

A minha ex nunca conseguiu realizar esta parte.

E falando nela, é a última coisa da lista. Ela nem é má. Continua dando suas "bolas fora", mas não cria caso, não força a barra e até colabora. Mas ex é ex.

E ter uma namorada parece tão fora de propósito que chego a me questionar (especialmente nesta época do ano) se deveria mesmo procurar uma. Imaginem só. Vou condenar uma mulher a ficar com um cara que já tem filhos e uma ex-mulher. Eu sou um cara que coloca os filhos em primeiro lugar, logo os fins de semana são para eles.

Eu poderia oferecer o quê a ela? As noites da semana? Até terminar a pós, só tenho terças e quintas. Alguns fins de semana esporádicos quando os filhotes não estão comigo. Mas se eles gritarem, largo o que estiver fazendo e vou lá.

Não tenho a menor intenção de impor tal condição a ninguém. E se eu acho uma louca que queria, não sei nem o que faria, porque ela teria que gostar muito de mim para se sujeitar a isso. Acho que nesse caso o sentimento de culpa seria incluído na listinha acima.

A pós, apesar de um pouco desgastante, afinal fazem alguns meses que tenho ido dormir às 2h da manhã por causa dela. Mas tem a sua compensação porque encontrei pessoas muito dedicadas e com um enorme conhecimento sobre muitas coisas, o que garante papos divertidíssimos e ao mesmo tempo com conteúdo aproveitável. Mesmo em uma mesa de bar! Incrível, não?

E tenho sido, exageradamente, reconhecido por algumas pequenas coisas que fiz. São meus amigos e deve ser por isso que acabam dando um valor muito maior às coisas, mas é sempre bom ser reconhecido, saber que está ajudando e que tudo aquilo que você sabe, presta para algo.

Mas está no fim. Apesar do pouco tempo, me habituei a conviver com eles. E agora fica aquela sensação de que estou de novo, sozinho.

Vai ver sempre estive. Eles continuarão sendo meus amigos, espero que consigamos nos ver mesmo que eventualmente. Os meus amigos da faculdade continuam presentes, apesar de não nos reunirmos com a frequencia que gostaríamos. Mas temos o nosso "Encontro Anual a Cada Dois Anos e Meio", sempre realizado com diferentes intervalos de tempo! Imperdível, pois são pessoas maravilhosas. E espero que o pessoal da pós siga o mesmo caminho (quem sabe com intervalos menores?).

Daí temos o fim do ano. Natal eu passo sem a minha prole e apesar de estar com outras pessoas queridas, para mim é uma comemoração meio vazia, sem sentido. Ano novo é melhor. Estou com eles e normalmente consigo tirar as férias nesse período, e aproveitamos para ficar mais tempo juntos.

E aí começa tudo de novo. A minha bola de neve de pendências continua a rolar montanha abaixo e vai ficando maior, como nos desenhos do Pica-Pau.

Sei lá. Parece o fim do mundo. Que nada vai se resolver, que quando as coisas começam a dar certo acontece uma reviravolta e tudo dá errado. É só para ter aquela pontinha de esperança.

E olha que nem é 2012 ainda.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Confie na sua intuição

Na terça-feira acordei com um pressentimento. Não devia sair de casa. É aquela intuição te dizendo para ficar na cama mais um pouco e depois ligar para o escritório dizendo que não pode ir.

E antes que me perguntem, já respondo que não, "preguiça" não mudou de nome. Aliás, foi justamente pensando nisso que levantei e comecei minha rotina diária: achar o chinelo que deveria estar no pé da cama, escovar os dentes, lavar o rosto, acordar (até este ponto eu ainda estou no modo "zumbi"), trocar de roupa, passar gel no cabelo e tomar café. Ah! E dar comida aos peixes.

Normalmente a preguiça some depois de lavar o rosto. Mas nesse dia, com aquele barulhinho de chuva lá fora, eu continuava pensando em voltar para a cama, de gravata e tudo. Mas o horário gritava e eu segui em frente.

Na saída minha mãe me fala: "Choveu a noite toda, deve ter lugar que alagou!".
Eu saí mesmo assim, porque a chuva nem estava tão forte. O começo do caminho foi normal. Eu pego uma rua bastante isolada que acabe em um cruzamento. Como a nossa Companhia de Engarrafamento de Tráfego é mais criativa que a dos outros, esse cruzamento está mais para filhote-de-cruz-credo-com-dor-de-barriga, porque seguindo à esquerda nesse cruzamento tem um farol, a uns 10m de distância.

E eu vou justamente para esse lado. O problema é que o motorista brasileiro, de uma forma geral, é absurdamente barbeiro. Isso é resultado da falta de educação deste país, afinal, se você não respeita nem o farol vermelho, que é tão simples, quem dirá coisas mais sérias? Um bom exemplo são as vagas para deficientes. Eu nunca vi tanto deficiente físico dirigindo. Ou será que são acéfalos? Bom isso é outro papo.

Voltando à vaca fria, quando há trânsito esse cruzamento fica impossível, porque o pessoal fura o farol vermelho, é obrigado a parar 10 depois e tira o espaço de quem vai virar à esquerda, ou seja, eu!
É difícil ter tanto trânsito que chegue a esse ponto, mas às vezes acontece. Aconteceu na terça. Mas segui em frente.

Foi bem por mais uns dois quilômetros, daí resolveu parar num ponto meio incomum. Achei que fosse algum mané que para em local proibido para ir papear na banca de jornal (coisa seríssima) ou algum caminhão fazendo aqueles malabarismos para entrar em uma construção por onde até um fusca teria dificuldade.

Mas que nada! Tudo parado. Quando tive uma visão um pouco melhor (depois de uns 40 minutos consegui andar uns 100m) vi que 2012 estava mais próximo do que eu pensava.

Pensei num caminho alternativo, virei à direita e beleza, estava caminhando de novo. Uma, duas, três quebradas depois, tudo lotado de novo, mas parecia que andava então fui em frente.

Beleza! Meio cheio, indo devagar mas indo. Aí entrei de novo no meu caminho habitual e... parou. De vez porque em mais de meia hora eu só via a fila do lado andando e isso porque todos estavam usando um retorno logo ali. Mais 20 minutos e nada. Aí me juntei aos que retornavam. Pelo menos para esse lado estava tudo andando.

Voltei para casa para procurar um outro caminho e descobri que todas, simplesmente TODAS as pontes estavam com alagamento e portanto, instransitáveis. Vendo o mapa e o rio dando a volta eu pensei: "talvez se eu for para Mairiporã, depois pegar a Fernão Dias e voltar...Ah, tá!"

Liguei para o escritório e avisei que não tinha como passar. Eu estava "ilhado". E o pior é que eu estava ilhado para o lado de fora!

Bem que dizem por aí: Confie na sua intuição. Ela sempre está certa.


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quem casa, quer casa. E quem separa??

A pior coisa que pode acontecer quando você se separa é ter que voltar para a casa dos seus pais. Muita gente não liga de morar com os pais a vida toda, mas quando eu me casei, aos 25 anos de idade, já achava que ali não era o meu lugar.

Tinha vontade de ter o meu espaço, a minha casa, do meu jeito. Aí, casei!

Mas não foi do jeito que eu imaginava. A casa era dela, já estava toda montada. Mais uma vez fui me ajustando a um espaço que não era meu. Lá a coisa era de um radicalismo imutável impressionante. "Olha, aqui é a sua casa também. Pode arrumar para ficar do seu jeito também", dizia ela. Mas na real, se eu mudasse um bibelô de lugar, ele imediatamente voltava ao local original, como num passe de mágica!

E os pequenos obejtos que eu levei, então? Esses magicamente sumiam da estante, ou mesmo da minha mesa, e surgiam dentro de caixas, bem escondidinhas na garagem. Assustador, não? Deviam ser os "espíritos zombeteiros"!

Aí ela se separou de mim, me expulsou da casa que sustentei sozinho pelos últimos 5 ou 6 anos (sim, antes ela também trabalhava) e tive que procurar às pressas um lugar para ficar. Quando eu digo às pressas, eu quero dizer da noite para o dia, literalmente. Foi o prazo que a minha "adorável" ex-mulher me deu para eu sair de lá.

Aí fui buscar um apoio ou alguma orientação com meus pais. De qualquer forma precisaria de um fiador para alugar uma casa ou apê. E eles me sugeriram que em vez disso, eu ficasse por lá (tinha um quarto vago) e fosse juntando essa grana para comprar a minha casa mais tarde.

Na hora pareceu uma boa idéia. Era a minha família, era um lugar bom para morar (totalmente diferente de onde estava saindo), eu poderia juntar uma boa quantia por mês. Mas eu, de verdade, nunca me senti confortável com essa situação.

Já tinha saído da casa dos meus pais e voltar para lá parecia ser um passo para trás.

E foi mesmo. Devia ter ficado uns meses até arrumar um canto qualquer para mim. Agora tenho que sair correndo atrás de um lugar para ficar.

É, as coisas nunca estão tão ruins que não possam piorar!


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Bateria não incluída (Final)

Depois de acertar o horário em que o técnico da seguradora me retornaria, fui ao escritório e comecei a procurar por algum lugar onde pudesse comprar uma bateria.

E é claro que usei o GOOGLE para isso.

Apareceram diversas opções e anotei algumas. Liguei para a primeira e uma moça atendeu. Perguntou o modelo e ano do meu carro e disse que passaria para o vendedor, que poderia me passar as informações técnicas a respeito da bateria.

Atende um senhor que prontamente confirma os dados do veículo e logo sugere uma boa marca de bateria a um bom preço.
"Mas é que eu vou vender o carro e não queria colocar uma bateria tão cara"
"Vai vender já ou ainda vai aguardar alguns meses?"
Estranhei um pouco a pergunta, mas respondi "Bom, pretendo colocar já à venda, mas não sei quanto tempo leva"
"Ah, Parati vende rápido. Olha eu te sugiro colocar uma bateria semi-nova e nós damos 3 meses de garantia"
"Hmmm. Não,não. Prefiro colocar uma nova, mas não tão cara."
Então ele me ofereceu uma outra bateria, nova, e por um preço muito bom.

"Só que eu estou na Vila Olímpia" (detalhe: Eles estão no Sacomã)
"Sem problema" respondeu ele, "R$10,00 de motoboy e ele mesmo instala. Vamos fechar?"

Mas eu quis ligar para outros lugares, já que perto do escritório tem várias lojas semelhantes.

"Tudo bem" disse o vendedor, "mas vamos fazer um acordo? Cote com quantos você quiser, mas antes de fechar me ligue. Eu cubro qualquer oferta!"

Nessa hora eu quase fechei com esse cara, mas eu sou teimoso e não podia acreditar que uma loja do lado do escritório teria um preço maior do que alguém que está a uns 12Km de distância.

Liguei para uma, a umas 3 ou 4 quadras do escritório. A mesma bateria era quase R$100,00 mais cara e o motoboy R$20,00.

A outra não entregava.

Desisti e liguei de novo para o cara lá do Sacomã.
Muito cordial, ele conferiu os dados do pedido, valores combinados e perguntou a que horas eu sairia.
"Bom, pretendo sair às 17h, mas se você chegar aqui com a bateria depois disso, saio mais tarde" disse em tom de brincadeira.
Ele riu e afirmou, "não se preocupe. Se você precisa sair às 17h, vai sair às 17h. Olha por volta das 16h meu mecânico está chegando aí."

Legal. Dá tempo de sacar o dinheiro. Mas eu já esperava que o cara chegasse em cima da hora, já estava desencanando de sair no horário.

Voltei do almoço com o dinheiro e fui trabalhar. Me ligou o técnico da seguradora a quem eu agradecei a gentileza e dispensei, já que a bateria seria entregue e instalada.

Nem vi a hora passar e eis que recebo uma ligação desse vendedor dizendo que o mecânico já estava lá no estacionamento me esperando. Olhei no relógio e eram 16h em ponto.

O mecânico abre a mala da moto, tira a bateria, um pacote de ferramentas e lá vamos nós. O parafuso que prende a bateria da Parati fica por baixo da bandeja e mal tem espaço para colocar a mão. A chave dá 1/4 de volta a cada vez e o cara numa boa trabalhando e conversando comigo.

Explicou uma série de problemas que podem acontecer com alternador e bateria e logo trocou a velha pela nova. Foi buscar um aparelho na moto. Fez questão de testar se o alternador estava realmente funcionando. Liguei o motor e ele me mostrou o ponteiro marcando em "bom". "Viu? O alternador tá certinho. Era só bateria mesmo. Pode ficar tranquilo".

Agradeci e olhei no relógio. 16:45h. Tempo exato para eu buscar a minha pasta no escritório e sair.

Esse dia foi incrível e o título deste post (e do anterior), diz respeito à falha do carro. Mas o ponto central desta história foram os dois atendimentos que tive.

Primeiro da Marítima, com atendimento muito rápido.
Depois da Baterias Santa Tereza (www.bateriassantatereza.com.br), dois serviços que faço questão de citar aqui. Já que ultimamente só ouço reclamações de todo o tipo de serviço, acho legal indicar dois que foram simplesmente fantásticos!


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Bateria não incluída.

Algumas vezes você acha que tudo está dando errado. Você se interessa por uma garota e descobre que ela é comprometida (alguns não ligam para isso, mas esse definitivamente, não é o meu caso), o palm que você tem certeza de que colocou no bolso do paletó não está lá, e nem em lugar algum, e para finalizar acordou tarde porque o seu despertador era o palm, que deveria estar no bolso e agora está em algum lugar no passado.

Não tinha muito o que fazer a não ser tentar compensar o máximo possível o dia, já que teria que sair uma hora antes do expediente normal naquele dia. O carro andava meio estranho já fazia algum tempo, já tinha levado ao mecânico mas nenhum problema foi constatado. Foi feita uma regulagem e parecia que estava tudo bem.

Rateava às vezes. Na marcha lenta, de vez em quando, morria. Ou quando desligava e religava em seguida (num estacionamento, por exemplo) parecia que o motor de arranque estava emperrado. Mas bastava insistir e ele pegava numa boa.

Exceto é claro, quando você não tem tempo. Aí ele ficava manhoso "nheeeeennn,nhenhen...nheeeennheeeen". Algumas vezes eu escutava nitidamente ele dizendo "Neeeeeemmm. Neeeeeeeeem.(vem, que não tem!)".

Nesse dia ele estava indo bem, enfrentou o trânsito "matinodiúrnicovespertinal" bravamente. Encarou subidas e descidas como um bom Volkswagen, sem pestanejar. Cheguei ao estacionamento e, como ainda haviam vagas próximas à saída, decidi eu mesmo estacionar. Naquele local ainda poderia levar a chave.

Posicionei o carro meio de viés na vaga e ia engatar a ré para acertar o carro. Nesse instante, o motor simplesmente apagou. Nem posso dizer que "morreu", porque normalmente ele dá uma engasgada antes e então para. Mas dessa vez foi diferente. Simplesmente, parou.

Tentei uns 5 minutos fazer o motor funcionar e nada. Daí empurrei o carro para vaga (sorte que já estava quase certo na vaga) e liguei para o seguro.

-Olá senhor, em que posso ajudar?
- Meu carro parou aqui no estacionamento. Não consigo fazer o motor pegar de jeito nenhum. Bateria tem , porque tudo que é elétrico funciona, e combustível também tem.
- Antes de enviuar um guincho eu posso pedir a um técnico para ir até o local. Se ele não resolver, o senhor pode chamar o guincho logo em seguida.
- Legal. Pode ser.
- Ele chegará em aproximadamente 30 minutos.
- Ok. Obrigado.

Bom, eu já esperava que esse prazo se extendesse em pelo menos 20 minutos. Mas tão logo desliguei recebi 2 SMS. O primeiro dizia quem iria me socorrer e de onde estava vindo. "Legal. É relativamente perto daqui", calculei que os 30 minutos seriam mesmo suficientes.

O segundo dizia que se eu quisesse receber informativos do equipamento que está no veículo do técnico, bastava responder ao SMS. E agora? Não tinha mais créditos, mas tentei mesmo assim. Foi.

Acho que todas as seguradoras fazem isso, mas só desta vez posso afirmar que a seguradora banca o SMS de resposta.

Em uns 20 minutos, lá estava o técnico.Antes do previsto. Muito cortês, ele se apresentou e perguntou o que tinha acontecido. Expliquei exatamente o que ocorreu e ele disse "Podem ser duas coisas, ou a bateria não está segurando carga ou o alternador pifou". Daí ele tirou um medidor da maleta e espetou nos terminais da bateria. "olha só, está marcando pouco mais de 12v. Para o motor girar,precisa ter 13,8V".

Daí puxou uma bateria da maleta da moto e ligou na minha, mostrou que a carga estava correta, 13,8V e pediu para eu dar a partida. Se o alternador estivesse ruim, a carga ia continuar assim ou cairia. Quando entrei no carro, ele já havia posicionado o medidor de forma que eu pudesse ver o visor. Dei a partida, o motor pegou na hora e o medidor acusava 14V!.

"É a bateria", disse ele, "você vai preciar trocar a bateria, mas não tem problema. Veja onde quer comprar a bateria e, se você quiser, nem precisa ir lá buscar. Deixe pago e me avise onde é que eu passo lá, pego a bateria e venho aqui instalar ela pra você".

Caramba! Não esperava por isso. Beleza. Como ele estava sem celular, ficou de me ligar às 15h para agendarmos a instalação.

(continua)


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A fúria

Fazia tempo que eu não ia ao Burger King. Eis que, numa dessas passadinhas no shopping que deveriam ser de uns 30 minutos e se extenderam por mais de 3 horas, eu me encontrava num estado de fome absoluta.

Esse é aquele estado em que você quer comer algo, precisa comer logo e quando o faz, acaba escolhendo algo maior do que realmente precisava. Não chegava a ser desesperador, mas o cansaço de acompanhar 3 mulheres (minha mãe e duas filhas) ao shopping, fez com que a fome se tornasse ainda mais evidente.

Tentei me ater à missão do dia: comprar o presente da minha mãe. Neste caso, é um ferro de passar roupa.

Antes que as feministas de plantão começem a queimar ferros de passar em praça pública, bradar por direitos iguais (desde que sejam mais iguais para elas, claro) ou fazer qualquer manifestação do gênero, aviso que eu gostaria de comprar qualquer outra coisa, mas a minha mãe faz questão deste ítem indispensável.

Enfim, entre uma loja e outra o lado "avó" sempre fala mais alto e lá fomos nós ver um mini parque da Mônica, montado no pavilhão central (nossa! Até parece que é "O" shopping). 20 minutos depois (era o tempo estipulado para cada criança permanecer lá. Ao menos, é gratuito) continuamos a procurar o invejado presente.

Eis que ela, minha mãe, resolve lembrar que logo será dia dos professores e meu irmão é um deles. Logo merece um presente. Compramos uma camisa e continuamos a saga.

Em nenhuma loja encontramos o tal ferro de passar, que aliás, tem nome e sobrenome. Ela faz questão que seja aquele. A esta altura do campeonato, eu já estava meio zonzo e aí vi que estava morrendo de fome.

Perguntei se alguém queria sorvete e, como previ, todos aceitaram. Aproveitei para ir ao Burguer King que estava mais perto. E chegando lá avisei que eu iria pegar um hambúguer porque estava com fome. Como já era tarde, resolvemos todos comer algo por lá. Um lanche de frango e um suco para minha mãe, lanche Kids para as meninas e... Opa!

O que é aquilo?!? Whooper Duplo Furioso? Eu já ia pedir um Whooper Triplo com queijo, como sempre mas esse me chamou a atenção. Era um Whooper Duplo com pimenta Jalapeño. "Ah! Tem que ser esse aí! Quero ver qual é a desse sanduíche!", pensei.

Nas primeiras duas mordidas, nada de mais. O mesmo Whooper de sempre. Mas aí cheguei no que interessava: a pimenta!

Diferente do que imaginei, não era um molho de pimenta espalhado pelo hambúrguer, mas a própria cortada em fatias. Nesse momento eu entendi porque essa pimenta é chamada de "a pior pimenta do mundo". Não é porque ela é ruim, mas porque arde feito um vulcão em erupção.

O pior de tudo é que esta pimenta é saborosa, então fiz questão de mastigar bem cada pedacinho para sentir bem o gosto.

Quando estava na metade do hambúrguer minha filha disse: "Pai. Você tá suando! Tá tudo bem?"

"Claro que está! É que este hambúguer é com pimenta."
"Ah, por isso você tá vermelho assim?"

Bom, não sei se era verdade, mas eu me sentida desse jeito mesmo. A coca-cola era só um paliativo. Contra o ardido da pimenta só leite resolve (momento Telecurso: O leite tem uma proteína que envolve a susbtância da pimenta que causa o ardor, minimizando ou até anulando seu efeito. Isso vale para qualquer produto feito com leite, iogurte, queijo, creme de leite, etc).

Minhas filhas só riam e me davam bronca: "Também, pai, para quê você foi comprar um sanduíche com pimenta? Só pra ficar suando aí desse jeito é?", "É mesmo pai, você não sabe que isso é ardido?"

Mas eu comi tudinho e olha, vou dizer, que hambúrguer gostoso! Muito bom mesmo.

Claro que logo depois, ainda fiquei uns 15 minutos sob efeito da pimenta e dali, fui direto buscar os sorvetes (que como reza a tradição do bom sorvete, tem leite na receita!)

E venci a fúria. Pelo menos, até agora!


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Big Bang Theory

Eu sempre gostei muito de seriados de tv. Assitia vários quando moleque, Águia de Fogo (uma brilhante tradução tupiniquim de "Airwolf"), Magnun, Esquadrão Classe A, Supermáquina (outra brilhante tradução de "Knight Rider") entre outros.

Ainda hoje eu assisto o que posso, já que não tenho mais tanto tempo disponível como tinha antes (e eu que achava que ir à escola era trabalho demais). Gosto muito de The Mentalist, Eleventh Hour, Two And a Half Man, CSI e The Big bang Theory.

Felizmente demitiram o cara que traduzia os títulos dos seriados e mantiveram os originais em Inglês. Fazendo um rápido adendo, como será que ficariam esses títulos traduzidos? Isso merece um outro post!

Bom, voltando à vaca fria, dos poucos seriados que gosto e consigo assistir atualmente, um que não botava a menor fé era justamente The Big Bang Theory. Me parecia uma espécie de "A Revolta dos Nerds - a série". Mas me enganei completamente.

O seriado consegue mostrar o lado geek e nerd de ser na sua potência máxima e de uma forma que você até consegue se identificar com os personagens.

Para falar a verdade, foi exatamente por isso que acabei me tornando um fã da série. Não que eu seja um gênio como os protagonistas, longe disso. Estou bem mais próximo do Q.I. da vizinha loira.

Mas são os detalhes pessoais que me chamaram a atenção. Eles são fãs de sci-fi e, obviamente, do maior expoente que é Star Trek. Usam camisetas com símbolos de super-heróis e adoram vídeo-games.

E não pegam ninguém.

Taí uma característica com a qual eu não gostaria de ter me identificado, mas já que a carapuça serviu...

O que me serve de consolo é que se até mesmo o Leonard, que é um dos nerds protagonistas da série, consegue se arrumar de um jeito ou de outro, então há esperança.

Voltando à série, é preciso dizer que este seriado é mais engraçado por aqueles que também tem uma veia geek saltada. Só assim para entender a piada de "papel, pedra, tesoura, lagarto, Spock".

Agora falta eu descobrir como faço para encontrar uma vizinha como aquela. Tá difícil. Parece que todas as boas moças já estão comprometidas.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Escolhi o filme errado

Na tradição japonesa o número 4 é um número de azar. Os japoneses são tão supersticiosos que nos edifícios os andares pulam de 3 para 5. Já escutei que isso se deve ao fato de que uma das formas de pronunciar o 4 em japonês é "Shi" ou "Shin" que é muito parecido com "Shinda" que significa "morreu".

Sei lá se isso é verdade, mas o fato é que o número 4 é execrado pelos japoneses. Bom, eu nunca acreditei nisso, então para mim tanto faz. Mas o fato é que um dia específico da minha vida recente, foi no mínimo angustiante.

E por um acaso, caiu numa quarta-feira.

Eu não acredito nessas balelas supersticiosas, gato preto, espelho quebrado, ou número quatro. Mas é bom ter algo que lhe traga algo de bom. Pode ser qualquer coisa, de preferência randômica, que quando acontece te deixa feliz, mesmo que por um breve momento.

Por exemplo, toda vez que eu encontro um Mustang na rua, ou em uma loja eu considero isso bom, já que adoro Mustangs. Mas tem uma coisa que eu escolhi para que fosse algo como um "biscoito da sorte" diário. Eu ouço sempre a mesma rádio, hoje só me sobra a Kiss FM que é a única em que não corro o risco de escutar alguma tranqueira musical.

Então, toda vez que uma música do Clapton toca, eu considero um sinal de que algo bom vai acontecer. Isso porque não é sempre que eles tocam as músicas dele.

Nessa fatídica quarta-feira, o dia começou bem. Eu estava preocupado com uma apresentação que teria que fazer à noite, porque não consegui dar a devida atenção ao tema. Assim que entrei no carro e liguei o rádio estava tocando "I can´t Stand it", já quase no fim, mas não importa. Bom sinal!

Beleza. Fui ao escritório e aí o dia começou a ficar ruim. Aconteceu de tudo, fornecedor que não aparece, boleto com vencimento para dois dias e nota que não chega...

Ah, isso sem contar que no final de semana anterior tivemos um pequeno desentendimento com um integrante do grupo da Pós graduação. Nada sério, mas assunto chato de resolver.

E provavelmente seria resolvido nessa mesma quarta.

Putz! Era só o que faltava. Que quarta-feira de cão-que-caiu-da-mudança-em-dia-de-chuva-de-granizo-no-dia-mais-frio-do-inverno-russo (bom aí acho que estaria nevando, mas é só para tentar exprimir o belíssimo dia que estava sendo até então).

Mandei um e-mail para uma amiga, numa tentativa quase desesperada que algo bom acontecesse naquele dia. Porque do jeito que estava indo, a minha apresentação seria patética, o pequeno desentendimento se tornaria um verdadeiro embate entre os integrantes e a minha ex-mulher resolveria ligar para "conversar".

Não escrevi nada de mais, mas gosto muito de receber as mensagens dela, então se acontecesse ainda na quarta, seria algo bom e amenizaria bastante esse dia tão empolgante (ou seria "empalante"?).

Chegou a hora de ir à pós. Por masi incrível que pareça, nem peguei trânsito e cheguei super cedo. Aproveitei para estudar a apresentação.

Na hora que começaram a ordem foi aleatória, e como alguns grupos ficariam para a próxima aula, eu não fiz questão de ser o primeiro e agradeço ao meu grupo que me apoiou nessa decisão.

Ficaram um pouco desapontados porque queriam apresentar no dia, mas eu achava que faria melhor na aula seguinte.

Aí, quando a segunda apresentação do dia estava para terminar... PAAAAAM! E tela azul do windows.

E não teve ninguém que encontrasse o defeito e conseguisse fazer o computador funcionar de novo. Todas as apresentações postergadas até a próxima aula. Nem acreditei!

Cheguei em casa, e lá estava o e-mail da minha amiga. Curtinho, simples, mas com a boa energia que eu precisava.

Legal. Vou jantar e ver um filme. Tinha duas opções: Jackie Chan e Clint Eastwood.

Jackie Chan sempre é legal, divertido, com alguma mensagem positiva, o esterótipo do "bom moço".

Eastwood, é mais dramático. Esse filme particularmente tem uma sinopse séria. É o Torino, e quero muito ver esse filme. Mas achei que o Jackie Chan seria uma escolha mais light.

O filme se chama "Massacre no bairro Chinês". Um título incomum para os filmes do Jackie, mas vamos lá.

Cara. Que escolha errada! O filme tem só uma única cena engraçada. Depois começam as desgraças. Uma atrás da outra. Descobri depois que esse filme foi proibido na China, por causa das cenas violentas.

E para um filme do Jackie Chan, é bem pesado mesmo. Fala sobre os imigrantes ilegais chineses no Japão. Como se viram para viver, os empregos que ninguém quer fazer, os roubos e brigas de gangues.

Não era bem isso que eu estava procurando. Mas enfim...

Escolhi o filme errado.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Empregadas. Uma mão na roda (ou duas na cabeça)

Uma das coisas que um casal atual não vai escapar é de ter uma empregada. Diarista, semanista, mensalista, sei-lá-o-quê-ista.

Não importa quantas vezes ela vá à sua casa, a intenção é sempre a mesma e os efeitos colaterais também. Você quer que ela limpe a casa, algumas lavam a louça e as roupas, por vezes também passam as roupas.

Chegam até a passar as roupas que não deveriam, mas isso é outra história.

Longe de mim reclamar das empregadas, até porque quando achamos uma em que podemos confiar, que faz o serviço direitinho e que no final, você paga e acha que ela merece mais, é como achar uma agulha num palheiro.

Elas são realmente uma mão na roda. Mas é engraçado ver que o relacionamento dos casais com as empregadas é algo muito peculiar.

Quando eu estava casado, tivemos algumas diaristas em casa. Uma levava o filho (aproveitava que nós saíamos antes dela chegar e quando voltávamos ela já tinha saído), dava o que tinha na geladeira para o menino, banho e se bobear ainda lavava a roupa do moleque lá.

Levar a criança vez ou outra, ou se deixasse explícito que precisava lever o menino junto, não tem problema, mas com certeza deixaríamos muito claro o que pode e o que NÃO podem fazer.

A outra, fumava em casa, coisa que eu abomino e não deixava sequer minha cunhada fazer isso, quem dirá a empregada.

Depois de muita dor de cabeça veio uma moça que, quando nós separávamos o dinheiro dela, eu dizia à minha, então, esposa:" Não dá para pagar um pouco mais?"

Isso porque ela chegava, fazia todo o trabalho da casa, era ainda mais econômica que nós mesmos no uso dos produtos de limpeza. Acho que não parava nem para almoçar. E ficava pelo menos duas horas esperando minha ex-mulher (na época minha esposa) chegar para dizer a ela que poderia ir embora.

Claro que logo deixamos ela ir para casa assim que terminasse o serviço. Ela é de tanta confiança que a mãe da minha ex a contratou para trabalhar na empresa dela (e ficamos sem a empregada. Sogra é sogra...), mas ficamos felizes pois agora ela tinha carteira assinada, um salário melhor do que podíamos pagar e benfícios.

É de se esperar que com uma pessoa assim não seja necessário nenhum perrengue. Mas com as outras não foi bem assim.

E todas as vezes que eu via algo que não deveria ser daquele jeito dizia à minha ex (a então... Ah! Vocês já sabem que na época ela era minha esposa!): "Você fala com ela ou quer que eu fale?".

Ela sempre preferia falar porque se eu falasse as chances dela não voltar no dia seguinte eram enormes. E sempre achei que era eu que tinha muito pouca paciência com elas.

Mas hoje, vendo meus amigos que se casaram faz alguns anos, essa situação é bem engraçada. As esposas relatam as mesmas situações e o jogo de cintura que elas precisam ter para conciliar as duas partes.

E os problemas também são os mesmos: tira do lugar para limpar e devolve os objetos (sejam eles quais forem) de forma randômica pela casa. Controle remoto da tevê da sala? Óbvio! Na terceira gaveta da escrivaninha que fica no escritório, no andar superior.

Vejo essas situações com certa graça, já que eu não sou o único a passar por isso. Agora o problema vai ser quando eu tiver a minha casa. Como faço? Sem mulher para negociar a situação? Chamo a minha mãe?? Ora, faça-me o favor...


sábado, 5 de setembro de 2009

Macarons - P.S.

Alguns dias depois, voltei ao shopping pois continuava intrigado com o fato de ter perdido a loja.

Voltei ao mesmo corredor e lá estava tudo do mesmo jeito, inclusive a loja em reforma. Mas ao sair dele, percebi que após um breve intervalo, havia outra entrada.

São dois corredores, não interligados, e nesse segundo segmento estava a tão procurada loja. Gravei bem o nome e fiz questão de comprar um doce qualquer lá, para ter algo como nome dela.

Pastisserie Dulce France.

Ah, claro! Comprei alguns chocolates, deliciosos. Os macarons estou reservando a uma amiga, afinal depois de tudo, ela merece, não?


Macarons - Epílogo

Desconsolado e com a minha amiga gentilmente aceitando o fato como se fosse algo normal e corriqueiro (afinal, todos os dias alguém perde uma loja de 15 metros quadrados por aí), busquei rapidamente alguma opção para que a noite não fechasse num total desastre, no melhor estilo pastelão.

Lembrei de uma sorveteria muito boa, a Fredíssimo, que ficava ali perto e, inclusive, passamos umas 15 ou 16 vezes na frente dela.

"Que tal substituirmos os macarons por um sorvete? Ali tem uma loja Fredíssimo"
"Ah, que legal! Essa não conheço."

Escolhemos dois sabores cada um. Escolher só dois naquele mundo de opções é realmente um martírio. Tarefa concluída e nos sentamos em uma das mesinhas que eles dispõe. Muito bacanas, inclusive com um vasinho com uma flor enfeitando-a.

Ali terminamos a noite, conversando, rindo e, no meu caso, esperando que aquelas horas não terminassem nunca.

Apesar de tudo foi divertido. Uma pena mesmo que, com essa mulher, não tenha a menor possibilidade de irmos além da amizade.


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Macarons - Parte 2

Eu já estava começando a ficar desesperado. "Será que eu sonhei? Ou foi uma alucinação? Não pode ser, era perfeito demais, até entrei na loja", pensava comigo mesmo enquanto procurava uma terceira ponta do corredor.

Não sei se a minha amiga já estava pensando em passar na farmácia mais próxima para comrpar Gardenal para mim, ou se achava graça daquele cara mais perdido que bala em tiroteio, conferindo incansavelmente as duas pontas do corredor, na qual os garçons e màitres dos restaurantes observavam com certa curiosidade aqueles dois passando de lá para cá e de cá para lá.

Para minha sorte, achei um lugar em reforma. Era na esquina oposta ao que me lembrava mas enfim, era a desculpa perfeita.

Assim, pelo menos minha amiga não ia ficar achando que eu inventei essa história só para sair com ela. Putz! Já pensou que mancada? Não. Não consigo aceitar isso.

Numa última tentativa saímos do corredor de restaurantes e fiquei olhando e procurando algum lugar onde aquela doceria pudesse ter se escondido. Não era tão pequena a ponto de caber em qualquer fresta. Ao menos um papelote de doce eu deveria encontrar, perdido no chão como se fosse uma pista que leva ao ídolo sagrado de ouro.

Bom, o ídolo não encontrei, mas aquela bola gigante de pedra veio impiedosamente massacrar minhas últimas forças e me fez cair na real. Minha amiga já devia estar cansada de rodar pelo mesmo local tantas vezes.

"Puxa. Não acredito, mas deve ser aqui" disse eu apontando para a loja em reforma, inconformado e com a maior cara de pastel possível.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Macarons - Parte 1

Na primeira vez que eu li essa palavra achei que alguém tivesse escrito "Macarrão" errado. Mas logo descobri que trata-se de um doce francês que é composto por duas bolachinhas e um recheio de creme.

Pela foto aquilo parecia muito bom. Eu pesquisei um pouco e descobri uma receita que parece bem interessante. Como eu gosto de cozinhar e tenho certe preferência por doces, estou sempre procurando receitas de doces diferentes.

Algum tempo atrás, por exemplo, matei uma vontade que me perseguia desde a infância. Sempre via nos desenhos uma torta de maçã, ou de blueberry (para mim eram amoras, só beeem mais tarde descobri que eram mirtilos) mas ninguém sabia fazer aquela torta fechada. A torta de maçã da minha mãe é fantástica, mas bem diferente.

Graças à globalização da informação via internet e com a ajuda do Google, achei uma receita bem tradicional e o resultado foi excelente. Bom, pelo menos o pessoal lá em casa gostou. E ficou igualzinha.

Aí, não poderia ser diferente com os tais Macarons. Achei a receita, encontrei todos os ingredientes, inclusive uma tal "farinha de amêndoas" que eu nem fazia idéia que existia. E o pior é que é bem comum.

Mas antes de fazer, achei melhor provar alguns para saber como eles devem ficar. Sem querer achei uma doceria, ou melhor, uma "Patisserie"! E lá, no meio de uma infinidade de obras de arte em açúcar e cia, estavam os tais macarons!

"Legal", pensei, "finalmente saberei como deve ser um macaron". Mas aí olhei o preço e eram pouco mais de R$3,00 cada um.

"Hmmmm... Por esse preço é melhor valer a pena."
Estava quase comprando quando pensei "peraí. Mesmo sendo bom, seria legal ter mais alguém comigo. Até porque se for ruim, vamos ter motivo para umas boas risadas e outros doces".

Voltei para casa pensando em todas as possibilidades que tenho e sobrou para uma amiga minha. É uma pena, mas com ela não passa da amizade mesmo, mas mesmo assim adoro a companhia dela e a chamo para sair de vez em quando.

"Oi, tudo bem? Você conhece um doce chamado macaron?"
"Ah, uma amiga minha fala muito desse doce. É bom?" - Opa! Já tinha a minha deixa.
"Não sei. também gostaria muito de provar. E achei uma doceria que tem. Vamos lá?"

Ela aceitou e como é de praxe, ficamos marcando e remarcando isso por mais de um mês. E ao contrário do que possam pensar, não é desgastante. Pelo contrário, é até engraçado como somos atrapalhados e as coisas pipocam justo quando queremos marcar um dia para sair.

E finalmente fomos lá. Normalmente escolhemos um lugar onde podemos jantar e ficar jogando conversa fora até o lugar quase fechar e, gentilmente, nos expulsarem de lá. Mas nesse dia optamos por um lanche mesmo, já que o grande evento da noite seriam os macarons.

Bom, no meio do papo, quase esquecemos deles. Mas lá fomos nós dois provar os tão afamados macarons. Fomos conversando e como era eu quem conhecia o lugar, indiquei a direção e fui tranquilo, certo de que no final do caminho estaria a Patisserie.

Mas aí o corredor foi terminando e nada da tal patisserie.

"Hmmm... Acho que dever ser daquele lado...", disse eu com aquela mesma certeza de pai que está olhando o ultrassom e confirmando para o obstetra que ele consegue ver a cabeça do nenê naquele monte de chuvisco.

E lá fomos nós para o outro lado do corredor. E também não era lá.

"Mas que diabos..?! Um corredor só tem duas pontas, a patisserie tem que estar aqui em algum lugar", e lá fui eu arrastando a minha amiga pela segunda volta no corredor de restaurantes.


domingo, 26 de julho de 2009

Super-poderes?

Esses dias andei pensando em algo que não fazia há muito tempo. Ler histórias da Marvel. Durante toda a minha adolescência e até parte da minha vida adulta, elas foram o meu principal entretenimento.

Por algum tempo eu queria ser desenhista de quadrinhos e cheguei a fazer algum tempo de curso de HQ. Devido ao casamento, limitei minhas aquisições a poucos títulos e nessa altura do campeonato, somente lia mangás.

Mesmo esses acabei deixando de lado, não porque não tivesse mais interesse neles, mas porque a minha prioridade havia mudado bastante.

E hoje vejo que abandonei muitas coisas que gostava, fiz uma série de sacrifícios por alguém que não valeu a pena. Claro que se soubesse disso, não teria feito nada. Nem começado. Mas por algum motivo, eu achei que ela seria a pessoa ideal com quem passar o resto da minha vida.

Bom, errar é humano. Ainda mais quando ela mente muito bem.

E hoje é o pior tormento que eu poderia ter em minha vida. Qual a ligação dela com os quadrinhos que eu lia? Simples. Descobri que uma ex-mulher é quase um mutante, com super poderes.

Veja só. O nome já remete aos X-Men (pronuncia-se "Équis-men"), já que a sonoridade de EX-Mulher é bem parecida. Poderia ser "X-Mulher". Por favor não leiam "Xis-Mulher"! Sigam a regra de X-Men.

E para ser parte do grupo de mutantes super poderosos, da qual o Wolverine faz parte, ela também precisa de poderes, que ela não tem certo? Errado!

Olhem só. Ela tem o poder de acabar com o meu dia, com a simples citação da sua existência. A visão de sua figura me causa náuseas e a proximidade a ela piora o quadro. Quanto mais próximo, pior a sensação, chegando a ser insuportável por mais de alguns minutos se estiver a menos de 1m de distância.

Ela ainda tem poderes psíquicos, já que o melhor dos sonhos se torna o pior dos pesadelos quando ela surge neles. Freddy Krueger? Ha! Para quem tem que lidar com uma Ex-mulher, esse é fichinha. Aliás, até ele some do pesadelo quando ela aparece.

Claro que cada Ex-Mulher tem somente um alvo em potencial (no dia em que elas conseguirem causar o mesmo efeito em outras pessoas, estamos perdidos) e estão sempre do lado dos vilões.

Sim, vilões. Afinal até o diabo tem seus adoradores, mas nunca vi um adorador de Ex-mulher.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Que falta faz uma mulher...

Tem certas coisas que, nós homens, não conseguimos fazer sem uma mulher. Até é possível chegar perto, mas no final o resultado não é tão satisfatório e você sempre acaba com a sensação de que "falta alguma coisa".

Claro que falta. Falta uma mulher!

E a esta altura já deve estar claro para todos, que estou me referindo à uma necessidade básica, que é comprar shampoo.

Depois que me separei, fui obrigado a voltar à casa dos meus pais. Não que isso seja ruim, porque se não fossem por eles eu estaria sei lá onde agora. Mas eu já saí de casa e voltar para lá não me parece uma coisa natural. Sinto como se fosse um estorvo na casa deles.

Só que não posso reclamar, já que não preciso me preocupar com muitas coisas básicas, como comida ou roupa lavada. E faço o que posso para colaborar com alguma coisa. E lá fui eu comprar um shampoo para mim.

Nesse dia eu estava chegando por volta das 22h em casa e só tinha uma drogaria aberta. Como era só o shampoo que eu precisava fui lá. Drogaria 24h, uma maravilha.

Comecei a procurar a prateleira de shampoos e na terceira volta resolvi aceitar a ajuda do sexto dos atendentes que vieram ao meu encontro durante esse percurso.
-Olá, posso lhe ajudar?
-Pensando bem,sim. Estou procurando os shampoos.
-Senhor, o setor de shampoos fica do outro lado.
-Ah, obrigado!

Setor de shampoos?!? Não basta uma prateleira?

Não. Não basta. Eu me deparei com umas 5 prateleiras que tomavam uma parede toda da drogaria. Aí uma coisa me veio à mente: "Putz!"

Como o marketeiro que sou, comecei a usar minhas habilidades profissionais para encontrar o que procurava naquele mundo de opções. Ia começar a segmentar por cor de embalagem, mas achei melhor usar o preço como fator de diferenciação.

"Caro... Caro... Credo que caro! Opa, esse tá bom. Muito barato..."

Aí achei que tinha resolvido o problema. Pelo preço escolhi uma embalagem qualquer e peguei. Estava escrito: "Para cabelos secos nas pontas e oleosos na raiz"

Quê? Como eu vou saber se meu cabelo é assim? Meu cabelo é preto. E curto.

Devolvi esse e escolhi outro. Dessa vez era "para cabelos tingidos na cor vermelho atômico nº26 e com pontas duplas".

Tentei novamente buscando um que dissesse "para lavar o cabelo". Mas que nada, tudo em vão. Cada rótulo era pior que o anterior.

Parece que as indústrias de shampoo esqueceram que os homens também lavam o cabelo e agora só fazem shampoos para as mulheres.

Depois de uns 25 minutos nessa luta, cansei. Já ia pegar uma barra de sabão de coco quando vi de relance um rótulo que dizia somente "para cabelos secos". Vitória! Sobrevevi a mais uma dura provação da vida de separado!

Era o que tinha o menor índice de especialização e foi esse que comprei. Tudo bem que eu uso com os cabelos molhados mesmo, mas parece que o efeito é o mesmo.


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Encontro às escuras - Final

E sim, era ela mesmo. Aí é aquele diálogo intenso que todos os encontros assim devem ter: "Fulana?" "Beltrano?".

Feitas as apresentações, íamos entrar no restaurante, mas havia uma fila de espera de 2h, então resolvemos ir a outro lugar. Ela fala baixo e, talvez pelo meu nervosismo na hora, não entendia muito bem o que ela disse. Só sabia que ela queria ir a outro lugar.

Como ela conhecia aquele shopping, julguei que iríamos a outro restaurante que ela gosta ali mesmo e fui caminhando ao lado dela. Quando vi, estávamos no balcão do estacionamento e aí caiu a ficha: O restaurante que ela sugeriu era fora do shopping!

Cara, que mancada! Se era assim eu deveria ter pego o meu carro, ou ao menos ter pago o tíquete dela, mas estava tão ocupado me recriminando mentalmente que quando vi ela já tinha pago.

Fomos a um restaurante perto dali. Comida mexicana. Eu só tinha provado os burritos do Tollocos, mas só poderia ser dali para melhor. E o restaurante é realmente muito bom.

Conversamos muito e ela é de uma simpatia contagiante. É realmente muito diferente conversar com uma mulher inteligente.

Mas faltou alguma coisa. Não teve aquele estalo, aquela sensação de frio na espinha.

Claro que, no final do jantar eu paguei a conta. Pelo menos isso. Foi bom sair, foi excelente conversar com uma mulher tão interessante, bonita e simpática.

Pena que não era ela.


domingo, 12 de abril de 2009

Encontro às escuras - Parte 4

Faltavam alguns dias para o encontro e durante esse tempo, fiquei imaginando como ela seria. Juntei algumas pistas que tinha. Ela gosta de correr, até participa de algumas provas amadoras, então deve ter um porte atlético.

Pela profissão e pela idade que estimei, ela deve ser muito didicada, pois tem uma coleção de títulos e idiomas. Tudo em um espaço relativamente curto de tempo. Bom, já dá para imaginar que é bastante ativa.

Os dias passam rápido e fui planejando o que diria quando a encontrasse. Pode parecer bobagem, mas se eu não montar alguns cenários mentalmente e preparar respostas para eles, fico completamente sem ação.

Imaginei de tudo, que ela seria exatamente o que idealizo como a mulher ideal até o pior cenário possível (pensando bem, isso só seria possível se no lugar dela surgisse a minha ex).

Finalmente chega o dia e lá fui eu até o local marcado. Para variar... Trânsito!

O tempo que calculei para chegar lá antecipadamente e evitar ser pego de surpresa, estava indo para o espaço. Os ponteiros do relógio andavam mais rápido que eu e isso era um péssimo sinal.

Cheguei e fui buscar um local para estacionar. Para minha felicidade conto com um sexto sentido apuradíssimo e, sem conhecer a estrutura de estacionamentos, fui direto ao andar onde obviamente não tinha vaga alguma disponível.

Para melhorar, esse andar do estacionamento não dava acesso ao complexo principal, mas apenas a um supermercado que divide as instalações e dali não tinha como seguir para outro andar, só para a saída.

Seguindo uma orientação do rapaz que observa a cancela abrir e fechar, fui na contramão mesmo e usei a rampa de entrada para ter acesso aos outros andares. Finalmente encontrei uma vaga e já estava 5 minutos atrasado. Mal paro o carro e toca o meu celular. "Ferrou! Ela já chegou e está me ligando para saber onde estou!".

Mas para minha sorte, ela também foi vítima do trânsito, que nem espalhando toneladas de Activia com helicópteros se arruma. "Ora, não tem problema" respondi, "eu também cheguei agora. Muito trânsito!"

Aproveitei a deixa e entrei. E percebi que nunca tinha estado nesse Shopping antes. Com a ajuda de uma moça muito simpática, encontrei o Outback e fiquei lá aguardando a chegada dela. E,claro, imaginando como ela seria.

Eu estava bem próximo da escada rolante e ficava vendo as moças descendo e pensando se seria bom ou ruim que fossem elas o meu encontro às escuras.

Passaram moças de todo tipo, algumas fariam o mais cético dos ateus rezar se estivesse em meu lugar. Outras eram muito bonitas, mas mesmo assim, não achava que seria uma delas. Finalmente, a escada ficou vazia e somente uma moça descia. Aí tive a sensação de que era ela.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Encontro às escuras - Parte 3

E o que se escreve para alguém que conhece alguém que quer te conhecer?

Pensei, escrevi e apaguei um monte de vezes. Acabei ficando com o mais óbvio: "Oi, como faço para falar com a sua amiga?"

Só faltava ela responder: "QUE amiga? E quem é você?", mas em vez disso ela me enviou o nome, telefone e e-mail da amiga dela.

Muito bem, ela se chama Júliana e parece que é engenheira. Agora a questão é? Ligo ou mando um e-mail primeiro?

Se ligar digo o quê? "Olá eu sou o cara que você quer conhecer"? Credo, nem se fosse um trote eu diria isso. Vamos ver. Acho melhor enviar um e-mail primeiro. Dessa vez foi ainda mais complicado, mas das 20 primeiras linhas que escrevi, acabei ficando com 2, que diziam mais ou menos: "Oi, uma amiga em comum me deu seu e-mail. Como vai você?"

Que mais eu poderia dizer? Aí fiquei esperando a resposta. No dia seguinte estava lá. E era bem mais do que eu poderia esperar. Ela fez a apresentação dela. Engenheira, formada e pós-graduada (putz! Só isso já me fez sentir um certo complexo de inferioridade), morou no exterior, trabalha como consultora (agora eu já tinha certeza do complexo), pratica esportes regularmente e de competições, gosta de coisas simples...

Cacilda! Como uma mulher assim está andando sozinha por aí? COm um perfil desse deve chover homem na horta dela. Ou não. Deve ser feia ou chata pra diabo. Vai ver é um enrosco e como tenho uma certa tendência para curva de rio, já fiquei meio desconfiado.

Mas mesmo assim, ela foi tão gentil em sua mensagem que achei de bom tom responder, agora com mais de duas linhas.

Não entrei muito nos detalhes técnicos, até porque não tenho muito o que falar. Mas esse e-mail foi mais longo, mais descontraído e logo foi respondido. Mas dessa vez ela já deu a deixa para eu ligar para ela em vez de ficarmos escrevendo.

Bom, para falar a verdade, ela pediu mesmo. E aí eu não tive escolha, como voltar atrás agora? Nem queria, mas essa não era uma opção.

Liguei, conversamos alguns minutos e marcamos um encontro. "Que tal comida japonesa? " ela sugere, "Você gosta?" e eu respondo que sim, claro. Eu adoro. Mas que poderíamos ir a um outro lugar se ela quisesse, "que tal o Outback? Gosta?", "Eu adoro ir ao Outback".

Então fechamos o lugar, mas em qual deles? Ela mora e trabalha meio longe de onde estou, mas não importa, escolhi o mais próximo dela e marcamos um horário.

Desliguei o telefone e pensei triunfante: "Agora, ferrou!"


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Encontro às escuras - Parte 2

Por mais que eu tentasse me concentrar no trabalho, ou me distrair com alguma outra coisa, um pequeno pedaço de papel atraía minha atenção.

Nele havia somente um endereço de e-mail anotado. Que dúvida! Mando o e-mail ou não? Melhor buscar mais informações.

Conversando com meu amigo descubro que as garotas, uma das quais supostamente estaria interessada em me conhecer, participaram de um evento esportivo. Uma característica a favor, já que pratica esportes deve estar em forma ou ao menos pretende.

Nesse tipo de evento, costumam fotografar os participantes. Uma espécie de agrado aos esportistas que acabam aparecendo no site do evento, mostram a foto aos amigos e parentes e, não importa qual colocação, acabam sempre saindo bem na foto.

Beleza! Achei o site depois de algumas consultas ao Google. Mais alguns links e lá estava a foto dela.

Bom, dela e de mais uma centena de pessoas. Alguns tiveram a sorte de serem fotografados em close, mas esse não foi o caso dela. Justo ela? Ah! Vamos ver o que consigo.

Primeiro localizei a garota que conheço. "Excelente. Tem que ser essa aqui", pensei triunfante.

Estava um pouco distante mas consegui reconhecê-la. Logo, quem está do lado só pode ser... Só pode ser... Hummmm... Deve ser ela.

Caramba, que resolução horrível. Os organizadores deveriam colocar as fotos em qualidade melhor, afinal como os participantes conseguirão imprimir uma foto dessas? Como eles poderão uasá-la como papel de parede? Como eu vou saber como é o rosto da garota?

Não me dei por vencido e determinado a, ao menos ter uma idéia de como ela seria, encontrei a melhor versão da foto (no site tinha várias), joguei no Photoshop e mexi em tudo que era possível. Todos os meus 10 anos usando esse programa foram usados nos minutos seguintes e então...

Nada.

Ficou a mesma coisa. A foto estava muito ruim.

Só tem um jeito de saber como ela é. Peguei o papel, abri uma nova mensagem e comecei a digitar.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Encontro às escuras - Parte 1

Isso deve acontecer muito com galãs de novela e os caras boa pinta que existem por aí, mas comigo é muito diferente e as mulheres não correm atrás de mim.

Bom, as poucas vezes em que isso ocorreu, eu tive que correr delas mais do que elas atrás de mim. Ou porque estavam muito irritadas comigo por algum motivo ou então porque pareciam um filhote de cruz-credo com dor de barriga. Em qualquer um desses casos, o estrago seria enorme caso me alcançassem.

Continuo sozinho. Estou procurando uma garota legal, mas sem pressa. Afinal estou com outras prioridades agora. Uma delas é arrumar minha situação financeira.

Enquanto isso, minhas amigas ainda me fazem companhia. Não é exatamente a que eu gostaria, mas ainda assim são extremamente agradáveis. São bonitas, inteligentes bem humoradas.

Mas voltando ao assunto. Eis que, do nada, um amigo me diz que "uma amiga tem uma amiga que gostaria de me conhecer". Assim, estilo "lenda urbana" mesmo.

Já conhecendo meu histórico em encontros às escuras, pensei em negar. Mas meu amigo me convenceu a, pelo menos, falar com a moça. "O que você tem a perder?", disse ele. Na hora os pesadelos do passado me vieram à mente. Um frio correu minha espinha.

"Acho que não é boa idéia", respondi. "Deixa de ser frouxo! Tó. Este é o e-mail da minha amiga. Você a conhece, estava na minha festa. Manda uma mensagem para ela e pede um contato da amiga dela."

E lá estava eu, de volta à minha mesa com um papel de recados na minha frente com um endereço de e-mail escrito nele. A amiga dele eu conheço, realmente. É uma moça muito bonita. Mas como seria a amiga dela?

Será que mando o e-mail?

Continua....